Criação e Seleção de Aves Domésticas de Raças Puras

Bankiva
Carolina Grey
Faisão Canário
Ganso Cereopsis
Pavão de Ombros Negros
Perdiz da California
Tadorna Tricolor

    Cisnes

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    Descendentes dos cisnes selvagens da Europa, não se sabe em que região se realizou a domesticação, sabe-se que a mesma ocorreu, provavelmente, na idade média.
    Os filhotes nascem cobertos de penugem e podem sair nadando pouco depois de nascidos. As asas e penas de vôo demoram para crescer. Os ninhos são feitos perto da água, as vezes na terra úmida, ou buracos. antes de por os ovos a femea arranca a penugem da barriga e do peito para forrar o ninho e esconder os ovos.
    É a femea quem choca os ovos, o macho normalmente fica de guarda, defendendo o ninho de predadores, porem após o nascimento dos filhotes ele ajuda a tomar conta.
    Quando se sentem ameaçados atiram o pescoço para trás, levantam as asas e avançam contra o inimigo, se estiverem na água nadam em grande velocidade com os dois pés ao mesmo tempo, roncam e assobiam. As pancadas das asas são fortíssimas e podem causar a morte do intruso.
    Dependendo da variedade, os cisnes normalmente chegam a um metro e meio de comprimento.
    A variedade Branco, tem origem na Europa e na Ásia.
    Cisne Negro tem o pescoço mais comprido que o corpo, com isso tem mais facilidade para alcançar sua comida em baixo d´água sem precisar mergulhar todo o corpo, porem são ótimos mergulhadores quando precisam se defender de inimigos. Voam muito bem e muito rapidamente, são lentos no andar.
    O acasalamento dos cisnes normalmente acontece na água, o macho e a femea nadam juntos e mergulham a cabeça e o pescoço na água por várias vezes seguidas. Ficam de frente um para o outro, se esticam tanto levantando o peito e abrindo as asas, que quase saem da água, monogâmicos, os casais não se separam mais até morrerem.
    Os cisnes tem vida longa, alguns estudiosos alegam que eles podem chegar a cem anos. Na época de reprodução, os cisnes ficam mais agressivos, o cisne Negro, um pouco mais calmo que o cisne Branco, ajuda a femea a chocar os ovos.
    O cisne Negro é originário da Austrália e da Tasmânia. Caso o piso não seja adequado, os cisnes podem criar calos na sola dos pés, o que causa grande incômodo, podendo chegar a sangrar causando uma infecção que pode levá-los a morte.
    Os cisnes costumam levar os filhotes recém-nascidos para “nadar” trepados nas suas costas, escondidos debaixo das asas.

    Perus

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    Tanto a nível doméstico como comercial não é difícil criar perus.

    São necessários alguns cuidados como boas condições de manejo, de higiene e alimentação, principalmente até o sexto mês de vida dos peruzinhos. Daí em diante, tornam-se resistentes e rústicos.

    São criados especialmente para produção de carne, com opção para a venda de peruzinhos de um dia, ovos para incubação além de comercializar penas, animais jovens também tem boa aceitação no mercado e o esterco é muito útil para utilização nas hortas.

    Cada peru produz anualmente cerca de 50 quilos de esterco, excelente em hortas e canteiros.

    Você pode começar a criação de peruzinhos de um dia, com aves adultas, aves jovens, ou ainda comprando ovos e colocando para incubar. Se você dispõe de área pequena, crie os perus em confinamento, construa abrigos sobre ripados ou coloque no chão palha seca.

    Escolha uma das seguintes raças: Holandês Branco (White Holland), Bourbon Vermelho (Bourbon Red), Mamouth Bronzeado (Broad Brested Bronze) e Beltsville Branco (USDA Betsville White).

    As mais adaptadas ao Brasil são a Mamouth Bronzeada, que produz mais carne e o Holandês Branco, de carne tenra e delicada.

    Existem também os perus pequenos, semelhantes a uma galinha e o Peru Bronzeado de Peito Largo, também de pequeno porte, que são exóticos e utilizados para ornamentação.

     

     

    PERUS DE UM DIA

     

    Coloque os peruzinhos em abrigos cobertos, dentro de criadeiras mantendo uma lâmpada acesa para aquecimento até um mês de vida.

    Vacine as aves contra New Castle até o quarto dia de vida pingando uma gota da vacina no olho ou na narina. Forneça água fresca e limpa trocada diariamente, lave os bebedouros. Forneça nos primeiros dias de vida ração para pintos de um dia ou ração inicial para pintos, ovos cozidos picados, misturados com cebola picada, cebolinha e salsinha bem cortadinhas, verdura picada à vontade (menos alface).

    Aos 21 dias vacine as aves contra a Bouba Aviária, seguindo as recomendações do fabricante. Depois de 30 dias forneça ração para crescimento. Como os peruzinhos são muito delicados, é interessante colocar na porta do abrigo uma caixa contendo cal queimada e toda vez que o tratador entrar no local, desinfete a sola dos sapatos com o produto. Para melhor desenvolvimento dos perus, coloque uma caixa contendo uma mistura igual de areia, carvão de madeira em grãos e farinha de ostras. A areia ajudará na trituração dos alimentos, possibilitando melhor assimilação pelo organismo, a farinha de osso ou de ostra suprirá as necessidades de cálcio.

     

    POSTURA

     

    Nos locais de criação, coloque caixotes com palha ou cestos para a postura de ovos. Evite que a perua ponha ovos no ninho de outra. Em geral a primeira postura é de 30 a50 ovos com redução de 30% no segundo ano. Peruas precoces chegam a por 80 ovos na primeira postura. Recolha os ovos diariamente, marque a data e número da perua e guarde-os para incubar na mesma perua se a criação for pequena, ou em incubadoras em criações maiores. Uma perua pode chocar até 25 ovos, sendo ótimas chocadeiras. Observe-as durante esse período porque às vezes elas não saem do ninho nem para comer ou beber água.

    Coloque comida e água ao alcance delas, nas proximidades dos ninhos. Assim que nascerem os peruzinhos coloque-os em criadeira ou deixe com as peruas que chocaram, em galpão coberto, com chão de palha. Pode usar uma gaiola grande, com piso de tela ou ripado.

    Para obter bons resultados o melhor é criar os perus em galpões dando-lhes alimentação especial de engorda (se a criação se destinar ao abate), neste caso a partir dos cinco meses de idade, assim ganham peso entre 20 a 60 dias.

    Se acontecer canibalismo entre eles aumente o teor de proteína na alimentação e forneça bastante verde.

    Se o criador utilizar chocadeira elétrica, os ovos devem ser virados três vezes ao dia. Os peruzinhos nascem com 28 a 30 dias de incubação seja ela natural ou artificial.

    Se a incubação for natural, as peruas são ótimas mães, chegam a chocar até 25 ovos, mas a média é entre 15 a 18 ovos. Você p ode utilizar além das próprias peruas, galinhas caipiras que chocam de 8 a 11 ovos cada uma.

     

     

    PERUS – Período Crítico

     

     

    O período crítico da criação é chamado “Crise do Vermelho”. Acontece nos 3 primeiros meses, principalmente nas épocas de geadas, dias frios e chuvosos, ventos fortes ou quando a criação se expõe ao sol intenso por várias horas. A crise é violenta e em geral sobrevivem as aves bem alimentadas, com boa saúde e de procedência idônea.

    Após os 3 meses de idade, em dias secos e ensolarados tire os peruzinhos da criadeira e deixe-os ao ar livre por períodos curtos, recolha-os depois. Após os 6 meses de idade, solte-os no quintal.

    Construa abrigos e poleiros iguais aos de galinhas e deixe os perus nesse local. Um metro linear de poleiro é suficiente para 2 perus adultos. O melhor é fazer as instalações já para adultos, os perus crescem rapidamente. Mantenha os poleiros limpos, pulverize tudo com desinfetante, coloque ripas no chão (piso ripado) ou cama de palha bem seca. Mude a cama e limpe tudo muito bem semanalmente. Abata os perus dos 5 aos 8 meses, dependendo da raça e do tamanho. Escolha os melhores para reprodutores, tanto os machos como as femeas. Coloque 1 macho de 9 a 10 meses de idade para 6 a 8 femeas de 8 meses. Separe os lotes para evitar brigas entre os machos na disputa das femeas. O ideal é colocar um macho em rodízio a cada 2 dias com cada plantel de femeas.

    São conhecidos dois sistemas de reprodução: a reprodução em rebanhos e a reprodução em famílias. Para o criador prático, em geral a reprodução em rebanhos é a mais indicada, pois a reprodução em famílias requer do criador viveiros e cercados, além de algumas anotações indispensáveis para o controle de acasalamentos para o bom andamento da criação.

    Na reprodução em rebanhos contam-se 8 a 10 peruas para cada peru, segundo a idade e o peso do animal.

    Um macho fecunda com uma cópula 12 ovos. O primeiro ovo fecundado pode ser esperado 1 dia depois da cópula, mas normalmente é mais aconselhável esperar uma semana para obter todos os ovos fecundados.

    Uma cópula dura 2 a 3 semanas.

    O primeiro cuidado de todos aqueles que pretendem criar qualquer espécie de animal deve ser o abrigo deles, pois caso contrário pode-se contar com perdas. O peru cuja descendência da forma selvagem pode ser comprovada, ainda se mostra bastante refratário as condições climáticas, podendo ser acomodado sem abrigos especiais em criações extensivas. Os animais adultos procuram pousada para a noite, voltando sempre ao mesmo lugar. Havendo árvores nas proximidades do terreno, geralmente são estas as escolhidas para o repouso. Esse método não deve ser empregado para filhotes.

    Uma das desvantagens do sistema extensivo encontra-se na quase impossibilidade de controlar os animais nos acasalamentos correndo-se o risco de consanguinidade. Conta-se entretanto com a vantagem de economizar as despesas de abrigos, no entanto sempre é mais aconselhável erguer um alpendre para os perus nas proximidades do quintal para abrigá-los de chuvas fortes que às vezes provocam doenças as quais podem ter consequencias indesejaveis. Tal alpendre para os animais adultos ou de criação extensiva consiste num telhado apoiado sobre quatro estacas e se possível de uma parede ou muro lateral, que se encontra do lado da direção principal do vento, a fim de oferecer um abrigo contra ele. Sob o telhado se encontra o poleiro a cerca de 1/2 metro de altura do chão. O telhado é feito num plano inclinado.

     

    A principal época de postura é de julho a setembro, entretanto as aves mais precoces já fornecem bons ovos em maio e junho. Os ovos cuja eclosão não se der no prazo de 28 a 30 dias, podem ser considerados inúteis, podendo ser aproveitados na alimentação de porcos ou para estêrco.

     

    Algumas doenças são mais comuns nos perus, principalmente nos filhotes, tais como:

     

    Enterepatite ou histomoníase, mais conhecida por “crise dos corais” ou “cabeça negra”, é a doença mais temida pelo criador de perus, surgindo geralmente na idade de 4 a 12 semanas mas pode ser também mais tarde. As aves perdem a vivacidade e o apetite, o fígado da ave apresenta manchas de cor amarelada, o apêndice apresenta úlceras nas paredes. Esses indícios são considerados os maiores sinais dessa doença, surgindo também outros sinais, como o aumento do coração e do fígado e uma coloração vermelha no intestino delgado. Essa doença é causada por um parasito (histomona) que ataca também outras espécies de aves. Outro fungo (mycocornea) pode ser o causador, mas provavelmente junto com uma invasão de vermes que ficam nos cecos. É preciso que as aves doentes, não entrem em contato com o solo e sejam isoladas das outras. Perdas podem ocorrer. Foram obtidos êxitos com o emprego de vermífugos a base de piperazina. O leite também ajuda no tratamento, porém ainda não foi possível um tratamento efetivo contra a doença.

     

    Pulorose ou disenteria branca ocorre nos peruzinhos, é um germe patogênico chamado “salmonella”, também é encontrado nas aves adultas. Os peruzinhos contraem a doença na idade de 2 a 10 semanas, o contágio pode dar-se pelo ovo de incubação, por isso as aves adultas destinadas à criação devem ser submetidas a um exame de sangue para detectar-se a presença da bactéria. O reconhecimento da pulorose nos perus é relativamente fácil, as aves permanecem sentadas como se estivessem cansadas, ficam pálidas e emagrecem, setem frio e procuram constantemente fonte de calor, apresentam diarréia branca, aparecem pequenos abscessos no coração e no interior dos pulmões, o fígado fica aumentado, apresentam pontos amarelos. O combate a pulorose nos peruzinhos consiste principalmente em trocar a palha da cama com frequência para evitar novas infecções ou em deixar as aves andarem sobre piso ripado. Como bebida dá-se muito leite e uma vez por dia um preparado de sulfa.

     

    Coccidiose é uma doença que ataca as aves na idade de 5 a 10 semanas, assemelhando-se no seu desenvolvimento e também em seus sintomas à enterepatite. Há diferentes espécies de coccidiose, a pior é a Eiméria que ataca os cecos. Os peruzinhos têm diarréia amarelo esverdeado. Deve-se separar as aves afetadas das aves sãs.

     

    Difteria Aviária é uma doença que pode ser notada principalmente por uma diminuição do apetite da ave logo que surgem os tumores na cabeça e as membranas, típicas da difteria, no bico. Quase sempre os olhos estão inchados e lacrimejando um pouco. É aconselhável vacinar a tempo as criações de perus que já tenham sido vitimas da difteria ou varíola, leva-se em conta que a vacina necessita de cerca de 4 semanas para imunizar a ave, geralmente vacinam-se as aves novas na idade de 4 a 6 semanas, repetindo-se a operação nas aves destinadas a procriação, uns 5 a 6 meses mais tarde. Aplica-se a vacina na parte inferior da asa, devendo-se ter o cuidado de limpar bem os instrumentos após cada inoculação e de usar apenas soros frescos. O vacinante deve ser auxiliado por um ajudante pois é necessário segurar bem a ave, principalmente os adultos.

     

     

    Coriza e Sinusite Infecciosa são doenças que aparecem quando o tempo muda ou os animais ficam sem abrigo contra a chuva e frio e ventos fortes. Algumas vezes o aquecimento excessivo dá o mesmo problema e as aves apresentam dificuldade respiratória. A sinusite e a coriza atacam os olhos e o nariz, a inchação da face ganha dimensões extraordinárias fechando completamente os olhos. O melhor preventivo contra essas doenças são os antibióticos e um bom abrigo.

     

    Parasitos são diversas espécies de piolhos de aves, uns maiores outros menores. O tratamento dessa praga é feito por meio de inseticidas que podem ser espalhados entre as penas e penugens. Também o percevejo aviário pode ser encontrado nos perus, é sanguesuga e tem quatro pares de patas, nos meses quentes os poleiros devem ser examinados regularmente para constatar a presença de percevejos e ou piolhos. Caso sejam encontrados deve-se retirar as aves e desinfetar todas as instalações bem como os comedouros e bebedouros.

     

    Lombrigas geralmente atacam as aves domésticas, deve-se ter o cuidado de observar se as aves estão cansadas, magras e sem vitalidade. Um casual aparecimento de uma ou duas lombrigas não pode ser considerado como verminose, mas por segurança, neste caso já se administra as aves um vermífugo. A solitária é frequente entre os perus. Até agora não se conhece remédio seguro para o combate da solitária, conhecem-se medicamentos que separam os membros, não desgrudando entretanto, a cabeça. Seria melhor eliminar a tempo as moscas por meio de um pó inseticida ou por gases inseticidas, cuidando também de eliminar qualquer monte de estrume/estêrco nas imediações. Caso existam maiores quantidades de estrume/estêrco, devem ser recobertos por cal virgem ou por clorato de cálcio, para impedir que ali se desenvolvam culturas de moscas.

     

    Canibalismo ou bicagem é um vício muito alastrado entre perus de criação confinada, alguns animais chegam a morte em consequência dos ferimentos recebidos. As aves novas que sobrevivem ao arrancamento das penas, apresentam frequentemente sinais dos ferimentos, que prejudicam a apresentação da ave. Responsável pelo canibalismo ou bicagem ou ingestão das penas, é de um lado o excesso de lotação dos abrigos, e de outro a temperatura elevada. Em geral o arrancamento de penas começa na base do bico, durante a ingestão de ração sempre aderem alguns resíduos no bico úmido e principalmente na base do mesmo. Quando a lotação é excessiva, as aves procuram apanhar esses resíduos na base do bico das outras, provocando sangrias. A maioria dos perus limpam o bico nas penas das asas assim os resíduos de alimentos aderem ali, onde provocam as bicadas de outras aves. Também ali logo são atingidos e a pele delicada logo sangra. Evitando-se portanto que os perus tenham restos de alimentos aderidos, ter-se-á praticamente eliminado a possibilidade de canibalismo, sem esquecer que o excesso de animais num mesmo local e ambientes abafados, também favorecem o aparecimento do problema. Em vista disso, as rações molhadas foram substituidas vantajosamente por alimentos comprimidos, que além de serem bem aceitos pelas aves, evitam também perdas imprevistas. Presume-se naturalmente que estas rações comprimidas satisfaçam uma maior demanda de vitaminas dos perus em crescimento.

     

    Intumescimento das articulações das pernas pode-se evitar com bastante segurança, segundo experiências, mediante administração de terra boa de jardim, misturada à ração (7%). Isto é feito para aves que não entram em contato com terra (criação confinada).

    Pavões

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    Possuidores de rara beleza, enfeitam jardins, a carne saborosa torna-se um luxuoso banquete e criá-los comercialmente pode ser um ótimo negócio.

    Originário da Índia, o pavão espalhou-se pelo mundo em criações domésticas ou em escala comercial, pois são aves que atingem alto preço na venda de ovos, filhotes, adultos ou das plumas de um colorido muito atraente.

    São várias as espécies de pavões, as mais conhecidas são o Pavão Azul Real, Pavão Verde de Java, Pavão de Ombros Negros, Pavão Branco e o Pavão Arlequim (resultado do cruzamento do Pavão Azul com o Pavão Branco).

    De maneira geral os pavões são aves dóceis, mas podem ser agressivos caso estejam em instalações impróprias e não tenham manejo adequado. Por serem aves consideradas de grande porte precisam de espaço, espaço este fundamental para a conservação das penas longas da cauda do macho, que pode alcançar até 2 metros e meio de diâmetro, quando aberta em leque. Os pavões atingem a maturidade sexual por volta de 3 anos de idade. Quando criados em contato direto com o tratador, são dóceis chegando a buscar o alimento nas mãos do seu criador, quando criados soltos em áreas extensas, podem tornar-se arredios ao contato do homem. Gostam de dormir no alto em galhos de árvores ou poleiros, o acasalamento normalmente ocorre no período de agosto a novembro, são aves polígamas, isto é um mesmo macho acasala-se com várias femeas, porem não se acasalam com aves de outras espécies podendo assim ser criados com outras aves.

    Devem frequentar locais onde haja areia pois gostam de se deitar nela e necessitam comer pequenos grãos de areia para auxílio da digestão.

    São aves muito sensíveis a umidade, devendo ser criados em locais secos. As femeas gostam de botar os ovos em locais altos, na ausência de ninhos artificiais colocados em locais altos e cobertos para proteção de chuvas, sol e ventos fortes, elas chegam a botar os ovos lá de cima dos galhos das árvores ou dos poleiros e esses quebram-se, grande perda. Algumas vezes botam no chão, quando encontram areia para fazer o ninho ou palha bem seca.

    Durante o período de reprodução as femeas tem 2 ou 3 posturas, botam os ovos e chocam, voltando a nova postura após o período de choco, caso os ovos sejam retirados para serem chocados por amas ou chocadeiras, essa postura pode ser maior pois não haverá a interrupçãodo período de choco (30 ovos divididos em 3 posturas). O período de incubação e de 28 a 30 dias.

    Após a época de acasalamento e reprodução, as aves entram na muda da pena e o macho perde todas as penas da cauda, que se formará novamente, no ano seguinte.

     

    A alimentação deve respeitar as fases de idade, ração inicial para os filhotes, ração de crescimento a partir dos 60 dias de idade acrescida de verde, e ração de postura após a idade adulta, também complementada do verde (menos alface).

     

    Os pavoezinhos devem ser criados em viveiro com piso ripado para que não tenham contato com a umidade do solo que provoca doenças e não comam as próprias fezes, hábito que pode provocar uma verminose que se não bem tratada pode ser fatal. Os principais inimigos dos filhotes são o frio, a umidade e as verminoses. A vacinação é imprescindível.

     

    “SE O IMPÉRIO PERTENCESSE À BELEZA E NÃO À FORÇA, O PAVÃO SERIA O REI DOS ANIMAIS.”

    Faisões

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    O faisão é uma obra de arte com penas. Originário da Ásia, é conhecido pela exótica beleza das plumagem no mundo inteiro.

    Dele tudo se aproveita – penas, ovos, carne que é muito saborosa, e o esterco, ótimo fertilizante.

     

    Ariscos e desconfiados, os faisões são classificados em dois grupos: corte e ornamentais.

     

    Mesmo sendo resistente, o faisão exige cuidados como qualquer outra criação, principalmente os ornamentais, mais exóticos são mais sensíveis além do cuidado que é preciso ter com as penas. Dependendo da variedade , um casal de faisões é perfeitamente criado em um viveiro de 3m x 2 m, essas medidas poderão ser alteradas em função do tamanho da cauda dos machos, pois dentre as 30 variedades da raça, alguns machos tem a cauda mais comprida que outros.

     

    Os faisões ornamentais são muito sensíveis a umidade , portanto o local em que serão criados deve ser sempre limpo e seco;

     

    As fêmeas ornamentais são consideradas adultas e aptas para reprodução entre 1 e 2 anos, dependendo da variedade.

     

    A alimentação é igual a das galinhas e ou faisões para corte, ou seja, ração para pintos, para os faisõezinhos recém-nascidos, ração de crescimento para a fase de desenvolvimento, ração de postura para as aves em fase de reprodução e ração de manutenção para as aves adultas fora de reprodução e se possível verduras à vontade.

     

    As doenças a que estão sujeitos, também são as mesmas das galinhas, sendo assim, a vacinação segue a mesma tabela.

     

    A incubação dos ovos é de 22 a 27 dias, dependendo da variedade, por exemplo: os ovos do faisão Dourado eclodem em 22 dias, os do Elliot em 25 dias, já o faisão Mikado nascem os filhotes em 27 dias.

     

    Por ser uma ave selvagem, algumas fêmeas não chocam em cativeiro, quando isso acontece os ovos devem ser armazenados até 10 dias, sempre com a ponta mais fina para baixo, em local seco e arejado, para serem colocados em incubadoras ou em amas, isto é, mães adotivas, outra ave que esteja choca, por exemplo galinhas caipiras. As garnizés são excelentes amas.

     

    A média de eclosão dos ovos é de 60% e a quantidade de ovos que uma faisoa ornamental bota por ano é a de aproximadamente 20 ovos, no período de setembro a janeiro.

     

    Na época de reprodução os machos ficam mais bonitos, a plumagem fica mais colorida e vistosa e realizam um balé de corte à fêmea muito bonito.

     

    Algumas variedades da raça, pertencente ao grupo de exóticos ornamentais.

     

    LADY

    DOURADO

    CANÁRIO

    VENERADO

    NEPAL

    PRATEADO

    EPERONIER

    SATYR TRAGOPAN

    TEMMINCK

    SEVINHOE´S

    ORELHUDO BROWN

    ORELHUDO BRANCO

    ORELHUDO AZUL

    PRELATUS

    RESPLANDECENTE

    ELLIOT

    MIKADO

    SWINHOE´S

    Perdizes

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    As perdizes são muito apreciadas como aves ornamentais e também pela sua carne muito saborosa. As variedades mais conhecidas no Brasil são a Perdiz Chuckar, a Perdiz da Califórnia e a Perdiz Portuguesa.

     

    De manejo simples, essas aves rústicas necessitam de viveiro telado, com piso de areia e não necessitam de poleiros. A cobertura dos viveiros também deve ser telada pois elas podem voar e fugir. Duas aves por metro quadrado é um espaço ideal para se começar a criação.

    Alimentam-se com ração de galinhas, de acordo com as fases de idade. A vacinação e a vermifugação também são importantes.

     

    O período de reprodução das perdizes é de setembro a dezembro, sendo que cada fêmea põe de 40 a 50 ovos em cada período reprodutivo e os filhotes nascem após 23 dias de incubação. Galinhas garnizés ou chocadeiras elétricas são indicadas para quem quer criar esse tipo de ave. Ficam adultos aos 6 meses de idade.

     

    Atualmente é possível encontrar perdizes em criações de aves ornamentais.

     

    Quando se sente ameaçada, pois é uma ave muito desconfiada e arisca, corre muito e se esconde ficando imobilizada, até se sentir segura para sair do esconderijo.

    Dentro dos viveiros devem, ser colocados ninhos, comedouro e bebedouros, os quais devem ser monitorados frequentemente mantendo-se as condições de higiene necessárias.

     

    A escolha de bons reprodutores e matrizes é muito importante para o sucesso de qualquer criação de aves. Quando for escolher as matrizes veja se a ave apresenta-se sadia e com a plumagem perfeita. Verifique a procedência da ave e dê preferência para as mais espertas, com penas brilhantes. Devem-se evitar cruzamentos consanguíneos, pois estes podem diminuir a qualidade de sua criação. Perdizes são cada vez mais freqüentes em criadouros, pois estão cada vez mais ornamentando propriedades, bem como a carne está sendo muito procurada por restaurantes finos, motivo pelo qual a produção cresceu e estas aves que antes normalmente era importadas, hoje são encontradas com facilidade e qualidade.

    Pombos

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    Os pombos pertencem a uma ordem de aves- COLUMBIFORMES – que reúne aproximadamente 300 espécies em todo o mundo.

     

    Alimentam-se com grãos, frutas, sementes , quando adultos . Os filhotes são alimentados pelos pais, que regurgitam o alimento em seus bicos.

     

    Para fazer os ninhos, machos e fêmeas trabalham juntos buscando gravetos, folhas, palha e penas.

     

    Nesses ninhos a fêmea bota os ovos ( dois), que são chocados por 17 dias a contar da data de postura do segundo ovo. Os filhotes nascem sem penas ou plumas (implumes) e não saem do ninho, são totalmente dependentes dos pais para se aquecerem e se alimentarem.

     

    Algumas variedades, segundo pesquisadores, hoje já não existem, outras já não são puras, pois são resultados de cruzamentos com outras raças.

    O pombo é uma ave amiga de seu criador, fiel ao pombal onde nasce e possuidor de rara beleza em algumas variedades.

    Essas aves podem ser criadas confinadas (fechadas em pombal), semi- confinadas ( soltas por um período do dia ) ou em liberdade total entrando e saindo do viveiro quando quiserem.

     

    O pombal deve ter uma parte telada e outra parte coberta, também deve ter pelo menos duas laterais fechadas para corte de ventos fortes. Os ninhos devem ser caixinhas de madeira, com anteparos para que não caia a palha do ninho, podem ser usadas também vasilhas de barro com palha ou maravalha (material seco).

     

    Após o acasalamento ( dois ou três dias) a fêmea bota o primeiro ovo, após um dia de intervalo, bota o segundo ovo e começa o choco.

     

    Após 17 dias nascem os filhotes ( borrachos) , são alimentados pelos pais que regorgitam o alimento no bico dos filhotes várias vezes ao dia, até 30 dias de idade.

     

    Quando os filhotes começam a sair do ninho, aprendem a comer sozinhos, porém sob a supervisão dos pais que complementam a alimentação.

     

    A média de reprodução dessas aves é de 6 posturas anuais. São considerados adultos aproximadamente com 5 ou 6 meses de vida, porém algumas variedades só estarão aptos para reprodução com 8 meses de idade.

     

    São aves granívoras, os grãos mais utilizados são o milho, o trigo , o arroz, a soja, a lentilha, a aveia, o centeio, porém as verduras também são muito bem vindas, uma tigelinha com um pouco de sal também é bem aceita. Água sempre limpa é imprescindível.

     

    Higiene significa sucesso em qualquer criação, portanto remova os excrementos regularmente.

     

    Toda a ave que adoecer, deve ser separada das outras para receber tratamento e não contaminar as demais.

     

    Os pombos podem ser atacados por parasitas ( piolhos, percevejos) que podem levá-los à morte, portanto é necessário que as aves sejam constantemente examinadas, para que tais problemas sejam evitados.

     

    Animais fortes sadios são sinônimo de boa reprodução.

     

    Algumas variedades de pombos encontradas em criadores especializados

     

    POMBO APUNHALADO

    POMBO DE NUREMBERG

    POMBO CORREIO

    POMBO CAMBALHOTA

    POMBO CAPUCHINHO

    POMBO CARRIER

    POMBO FRIZADO OU CACHEADO

    POMBO RABO DE LEQUE

    POMBO PAPO DE VENTO

    POMBO ROMANO

    POMBO STRASSER

    POMBO TAMBOR

    POMBO KING

    Garnizés

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    A variedade de cores hoje disponíveis nas galinhas de raça, é resultado da seleção humana, nos últimos 130 anos, tentando obter novos pigmentos nas penas nas aves.

     

    Para a natureza , depois de camuflados, os galos selvagens, tiveram simplificada sua habitação para viver nas florestas, protegidos de seus predadores, sendo desnecessário alterar sua plumagem. Entretanto, através da administração genética de cores e sub- cores é que foram surgindo novas combinações com uniformidade de tons e desenhos geométricos complicados, nas mais diversas padronagens.

     

    É provável que essa variedade inesgotável de combinações é que tanto cativou o homem para criar e buscar constantemente novas tonalidades nas raças de sua preferência.

     

    O interesse por colaborar com a padronização de uma nova linguagem, adequará raças e cores, dentro da realidade brasileira. Com isso classificamos as principais cores das raças mais conhecidas atualmente.

     

    A palavra garnizé é antiga e corre fluentemente no vocabulário de pessoas que se interessam por aves de pequeno porte. Provém de Guernsey , ilha do Canal da Mancha e local de onde vieram os primeiros exemplares.

     

    A palavra bantan, algumas vezes é usada, é também o lugar de onde chegaram os primeiros exemplares para os ingleses, ou seja, ao antigo porto de Bantam, na ilha de Java. Daí se já possuímos uma denominação que define bem as miniaturas e bantans em português, porque não usá-la.

     

    Os Bantans de Origem são aves que não tem uma ave correspondente em tamanho maior (standard).

     

    As Miniaturas são aves que correspondem a 1/5 do tamanho das raças de galinhas de tamanho standard (grandes)

     

    Os Garnizés são resultados de cruzamento aleatórios, sem definição de cor e/ ou padrão de plumagem e tamanho.

     

    Enfim, lindos e coloridos, popularmente todos são conhecidos como Garnizés (com Z ou com S ???)

     

    Não há muita diferença entre criar galinhas de tamanho normal e garnizés ou bantans, ou miniaturas : a alimentação é a mesma, os galinheiros e os ninhos são iguais, as doenças a que estão sujeitas são as mesmas, o ciclo de vida é igual e as vacinas que elas devem tomar também são as mesmas.

     

    Em princípio , a diferença principal entre elas é de tamanho, as garnizés, ou bantans, ou miniaturas são menores e essa diferença exige que sejam feitas algumas adptações.

     

    Apesar de as garnizés, ou bantans ou miniaturas comerem bem ,a quantidade de milho, ração e verdura que se deve dar a elas é menor que a quantidade oferecida às galinhas comuns.

     

    Enquanto uma galinha de tamanho normal come aproximadamente 120 a 150 grs de ração por dia, as pequenas comem a metade disso. Na hora de vacinar, a dosagem é igual, mas no caso de se usar algum medicamento cuja indicação de dosagem depender de tamanho e peso da ave, será obviamente menor.

     

    Quando se for utilizar os ovos das aves pequenas numa receita ( de bolo por exemplo), no lugar de cada ovo de galinha usa-se dois de garnizé, ou miniatura ou bantam.

     

    O bolo vai ficar do mesmo tamanho , mas o seu valor nutritivo vai aumentar, já que os ovos da garnizé perdem em tamanho para os de galinha, mas empatam nas propriedade nutritivas.

     

    A carne das duas tem sabor parecido e as penas são usadas com a mesma finalidade.

     

    A galinha garnizé tem uma característica importante, é excelente mãe e choca muito bem seus ovos. Pode inclusive, servir de ama e chocar ovos de aves de outras raças como os de faisão e de algumas galinhas de raças puras que não chocam.

     

    Em criações onde não interessa deixar as aves pararem de botar para chocarem, pode-se tirar os ovos e colocá-los para uma garnizé, ou bantam ou miniatura chocar.

     

    Mesmo com todas as semelhanças que existem entre galinhas comuns e garnizés, não é recomendável criá-las juntas, porque os pequenos galos garnizés carregam a fama de atrevidos, o que é verdade. Apesar do tamanho, eles cruzam com as galinhas grandes, fazendo os ovos e os pintinhos diminuírem o tamanho, o que prejudica a produçãode carne e ovos das galinhas grandes.

     

    As galinhas garnizés são resultado de uma mistura aleatória de cores, portanto são consideradas caipiras ou comuns, pequenas lindas e coloridas.

     

    No entanto, são encontradas aves de raça pura, reconhecidas como miniaturas de aves de raça pura tamanho normal, como é o caso de Cochin ( preta, laceada etc), Wyandotte ( prateada, laceada, dourada etc.)

     

    Também são encontradas aves de raça pura comumente chamadas de garnizés , os Bantans de Origem, que são aves de raça pura, pequenas e que não tem em tamanho grande, tais como os Rosecomb ( preto branco etc), os Sebrait ( prateados), os Modern Game, Old English Game, Japanese Bantan também conhecido como Nagasaki e mais uma imensa variedade.

     

    Aves de raças puras, miniaturas ou bantans de origem, tão conhecidos como GARNIZÉS.

    Gansos

    gansos1 Ganso_Toulouse Ganso_Africano

     

    Nos antigos desenhos egípcios encontrados nas pirâmides (3.000 a 4.000 a.C) pode-se ver uma cozinha típica, onde eram preparados gansos.

     

    Na Grécia (1.000 a.C) o ganso já era conhecido, porque Homero (950 a.C) fala na “ Odisseia) que Penélope, mulher de Ulisses tinha em sua casa 20 gansos.

     

    Na Roma antiga havia criação de gansos no Capitólio, porque foram consagrados à deusa Juno. Esta elevada reputação aumentou na guerra dos Gauleses contra Roma (390 a.C) , quando os gansos, com o seu intuito de vigilância, deram alarme salvando assim o Capitólio da conquista pelos sitiadores.

     

    Outros escritores romanos, como Plínio (2.000 a.C) já davam explicações sobre a criação e especialmente a engorda dos gansos.

     

    Nesse tempo foram conduzidos grandes rebanhos de gansos da região do baixo Reno, hoje Bélgica e Holanda, pelos Alpes, para Roma onde foram engordados. Naquele tempo já se venderam as plumas finas por um alto preço.

     

    A história fala que os romanos, quando ocuparam a Germânia foram aprendendo o valor das almofadas com plumas macias. O grande Imperador Carlos Magno (800 d.C) emanava decretos (capitulários) ordenando que os empregados nas grandes fazendas do imperador precisavam ter sempre 30 gansas, e nas pequenas fazendas 12 gansas para recria. Além dos reprodutores precisavam sempre ter alguns gansos gordos para entregar na casa do imperador. Nas guerras e revoluções seguintes, quase todas as aves das fazendas ou dos pequenos sítios foram abatidas. Só alguns séculos depois recomeçou a criação, mas sempre em pequena escala.

    Na Hungria, Polônia e Rússia a criação de gansos sempre foi um pouco maior. Foram vendidos para especialistas de engorda na Alemanha, que tinham espaço para grandes criações, chegando a 10.000 gansos. No começo de novembro começava a matança para o dia de Martinius e depois para o Natal, tradição mantida até hoje.

     

    Algumas variedades de gansos são migratórias. A espécie precursora da doméstica é o Anser L., originária do Norte da Ásia e Europa. A domesticação foi tão bem sucedida que a ave, na China antiga era enviada pelos homens para suas amadas como objeto de sedução. Hoje transformou-se em símbolo, por excelência, da fidelidade conjugal, embora os gansos não sejam monogâmicos.

     

    Do ganso tudo se aproveita. Sua carne é saborosa e compete com a de peru nos banquetes europeus, principalmente nos alemães, sendo um pouco mais fibrosa do que a carne de frango.

     

    Existem cerca de doze raças de gansos domésticos. No Brasil as mais criadas são o Chinês Branco e o Chinês Pardo, apelidados de Sinaleiros (dão sinal, alarme, a qualquer movimento estranho). Existem poucos exemplares dos tipos Sebastopool, apelidado de frizado, há poucos exemplares também da variedade Egípcio, Africano, Toulouse, Embdem, nas mãos de colecionadores e preservadores de raças puras.

     

    Na criação de gansos em cativeiro, é necessário um cercado comum com comedouros, bem como um tanquinho de água, onde os gansos possam se banhar e beber água, pois embora possam ser criados em lugares secos, a prática mostra que fertilidade dos ovos é maior quando a fecundação (acasalamento) ocorre na água.

     

    O cercado onde ficam os gansos deve ter uma parte seca e ensolarada , condição indispensável para que as aves não contraiam doenças decorrentes de excesso de umidade. Quanto aos ninhos, podem ser de madeira, alvenaria, balaios de palha e até mesmo pneus velhos com o centro recheados de palha, nem sempre porém a gansa escolhe os ninhos para postura de seus ovos, botando-os em qualquer lugar. Para estimular a gansa a botar sempre no ninho, deixa-se sempre um ovo no interior dele, que pode ser de imitação (madeira ou resina ou qualquer outro, esse método é conhecido popularmente como ovo indês.

     

    A identificação dos sexos não é fácil na maioria das raças. Porém os gansos Chinês Branco e Chinês Pardo e Africanos, têm diferenças mais perceptíveis,pois o macho, quando adulto, possui uma saliência no alto da cabeça (carúncula) maior que a da fêmea e o porte mais ereto do que a fêmea.

     

    De 8 a 9 meses de idade, tanto o macho quanto a fêmea de algumas variedades já estão prontos para o acasalamento.Quando se pretende aprimorar a criação, convém selecionar os melhores exemplares e realizar os acasalamentos na proporção de 1 macho para 2 fêmeas (terno) ou 1 macho para 3 fêmeas (quadra). Alguns criadores, por questões de economia acasalam 1 macho com até 6 fêmeas , mas o resultado é desastroso. O macho fica esgotado, o que resulta num baixo índice de fertilidade dos ovos.

     

    As gansas geralmente põe dia sim, dia não e às vezes a cada dois dias e a produção é estável dos 2 aos 8 anos, quando começa a decair. As gansas não são muito aplicadas na choca, sendo normalmente substituídas por mães adotivas ou incubadoras artificiais. Uma perua consegue chocar até 13 ovos de uma vez, de gansa. Uma galinha choca de 3 a 5 ovos de gansa e uma pata 7 ovos. É só esperar a coincidência do período de choco das aves, este método é muito eficiente e apresenta uma eclosão de aproximadamente 60 a 80%. O uso de incubadoras artificiais (chocadeiras) apresenta um índice de eclosão em torno de 40%. No manuseio dos ovos, todo cuidado é pouco, os poros dilatadas facilitam a entrada de germes, o ovo deve ser limpo com um pano seco , com cuidado para que não seja retirada a fina película protetora que o envolve. Os ovos devem ser guardados em lugar seco e fresco, a uma temperatura de 22 graus C., pode ser uma caixa com areia seca, mantidos inclinados com a parte pontuda voltada para baixo. A parte mais bojuda tem uma câmara de oxigênio que não pode ser rompida, o que causaria a morte do embrião. Todos os dias muda-se a posição dos ovos, um dia eles ficam inclinados para um lado, no outro dia inclina-se para outro lado, evitando que a gema grude na casca e o embrião seja prejudicado. Os ovos devem ser guardados no máximo por 7 a 10 dias, passado esse período eles perdem o poder de germinação.

     

    A eclosão leva de 28 a 30 dias, podendo se esperar até 32 dias. Os ovos que apresentarem defeitos, externos ou que ultrapassem 10 dias de armazenamento, devem ser dispensados da incubação podendo ser utilizados na culinária (bolos, pães, doces etc).

     

    Com a eclosão dos ovos, os gansinhos vão para a criadeira onde permanecem por 20 a 30 dias, recebendo o calor necessário através de uma lâmpada, água limpa para beber (não para nadar), ração balanceada. Depois disso são transferidos para cercados com abrigo e dependendo das instalações, lá continuam, até a fase adulta, 8 a 9 meses de idade. Nesse período é conveniente separar as aves por tamanho e idade para evitar que umas pisem nas outras e se machuquem. A primeira refeição dos gansinhos é feita 24 horas após o seu nascimento. Durante os primeiros 20 a 30 dias em que permanecem em criadeira, os filhotes recebem uma alimentação à base de ração inicial de pintos, verdura bem picada (menos alface).

     

    Quando os gansos são transferidos para cercados, a alimentação modifica-se , passa-se então a dar uma ração balanceada de crescimento e muita verdura. Legumes, frutas, cascas de frutas e legumes, pão seco e capim também podem enriquecer as refeições. A ração é indispensável na fase adulta, para ativar a postura, a partir dos 6 meses de idade deve-se dar ração de postura para as aves.

     

    Em geral os gansos são aves rústicas que exigem poucos investimentos para sua criação, vivem bem ao ar livre e quando muito, basta abrigo rústico para os dias de chuva, frio intenso e sol forte.

     

    Os gansos são aves elegantes e belíssimas, seu porte lembra o dos cisnes. Servem para corte e sua carne tem um sabor parecido com a carne de patos, são também criados como aves ornamentais, para aproveitamento de plumas e nos países europeus, os gansos são colocados nas roças de algodão onde funcionam como capinadores das ervas invasoras. Por sua mania de grasnar à chegada de pessoas, ou veículos, ou animais estranhos à propriedade onde estão vivendo, muito fazendeiros, donos de chácaras ou sítios, criam gansos com a função de guarda. Segundo os criadores , melhor guarda não existe, são usados também soltos em grandes áreas de pastos ou capins ali eles comem o gramado dispensando as operações de capina, são animais resistentes, praticamente não apresentam problemas de saúde. Podem viver até 15 anos, bem alimentados e recebendo os cuidados de higiene indispensáveis, raramente ficam doentes mas isto não significa que sejam totalmente imunes a algumas doenças. Quando há qualquer problema a ave tem perda de apetite, tristeza, penas arrepiadas, diarréia.

     

    Os filhotes podem ficar sujeitos a infecção das vias respiratórias , cujo sintoma é o corrimento nasal. O tratamento é feito com antibióticos sob a orientação do veterinário. Outro problema que pode surgir na primeira semana de vida é a desidratação e por falta de água ou excesso de calor. Os gansinhos ficam com os olhos secos e a penugem arrepiada, perdem o apetite e em conseqüência perdem peso. Se a causa for o calor, também há alteração no ritmo respiratório. A primeira providência é eliminar-se a causa, depois fornecer soro até o restabelecimento da ave. Outra maneira para evitar doenças é adicionar complexos minerais e vitamínicos na ração fornecida à criação, a cada 3 meses. Fazer a vermifugação das aves na entrada no inverno e na época das chuvas, utilizando algum produto à base de Mebendazol, de acordo com as recomendações do veterinário.

     

    Para quem quer começar uma criação, o primeiro passo é decidir a finalidade da mesma e escolher a raça mais adequada. O ganso Chinês Branco ou Pardo e o ganso Africano são os únicos que possuem uma protuberância na testa, eles servem de guarda, dando alarme sempre que há algo estranho, são também muito utilizados para ornamentação.

     

    O ganso Africano Pardo possui papada típica embaixo do bico, característica que o diferencia do Chinês Pardo, a fêmea bota de 20 a 30 ovos por ano.

     

    O ganso Toulouse é o que mais cresce, podendo chegar a 14 ou 15 kg, mas o peso médio da raça é de 10 kg, com postura média de 30 ovos por ano. É mais usado para corte e venda de plumas, também é utilizado para aproveitamento do fígado para fazer o patê muito famoso em vários países da Europa. No Brasil é mais usado como ornamento.

     

    O ganso do Embdem , todo branco é o mais usado para produção de plumas, serve também para corte. A postura varia de 20 a 30 ovos anualmente.

     

    Ainda existe o chamado ganso comum ou caipira, que é realmente o mais comum. Raça indefinida, resultante de cruzamentos aleatórios , muitas vezes é confundido com o Toulouse, pela semelhança de cor, ambos são cinza, só que o comum ou caipira é bem menor e não chega a pesar mais de 5 kgs, a gansa bota cerca de 20 ovos por ano e é boa chocadeira, o que não acontece com as fêmeas de raça pura.

     

    Além dessas raças que são as mais conhecidas, existem outras variedades que são exóticas e raras no Brasil, tais como o ganso Sebastopool ou Frizado, cuja característica são as penas cacheadas e longas das asas,chegando a arrastarem no chão.

     

    O ganso Egípcio , o Canadense, o Havaiano e Magpie Goose são os mais raros.

     

    Enfeita, vigia e vira patê.

     

    O ganso dá uma excelente carne, competindo com a de peru, nos banquetes europeus.

     

    Dá o fígado , com que se faz o mais nobre patê francês.

     

    Dá ainda as plumas para confecção de travesseiros, edredons e casacos usados em vários países que têm a prática de esportes na neve.

     

    No Brasil porém, poucas pessoas criam gansos com esses objetivos. A maioria das criações se destina à venda de aves vivas que são usados como guardiões, espantando cobras, capinando gramados, cafezais e pomares ou ainda para cruzamentos e melhoria de plantéis.

     

    Infelizmente no Brasil, não se tem conhecimento de nenhum método desenvolvido para as condições brasileiras. Na Europa existem institutos de pesquisa especializados em gansos.

     

    No Brasil, por enquanto, o que existe é a experiência isolada de alguns criadores dedicados.

    RAÇAS DE GANSOS

     

    São várias as raças de gansos: o ganso de Toulouse, do Embden ( para produção de carne e ornamentação), o Chinês também conhecido como Sinaleiro, e o Africano (para vigilância, produção de carne e ornamentação), o Canadense, o romano Sebastopool também conhecido como Frizado ou Arrepiado ou Cacheado, o Pilgrim (para ornamentação), e algumas outras variedades exóticas e raras como o Ganso do Egito, o Pigmeu Gosse etc.

     

    A postura dessas aves varia muito de acordo com a raça. O mesmo acontece com o peso delas, mas como em qualquer raça o macho é sempre mais pesado.

     

    - Ganso de Toulouse é o mais pesado, podendo chegar a 15 kg, quando criado em confinamento, porém em animais com esse peso quase não se consegue reprodução dos mesmos.

     

    - Alguns criadores ainda criam o ganso de Toulouse, porém se torna cada vez mais difícil a boa qualidade dessa raça devido à baixa fertilidade dos ovos.

     

    - Ganso Pilgrim é considerado muito importante porque é possível distinguir o sexo nos filhotes de um dia, através da cor da penugem. O macho apresenta penugem branco- amarelada e a fêmea apresenta a penugem verde-azeitona. Quando adultos, porém, as aves são quase todas brancas.

     

    - Chinês é encontrado em duas variedades: o branco e o pardo (muito confundido com o Africano, pois a coloração é quase igual). Na opinião dos criadores é a raça mais adaptada às condições climáticas de todas as regiões brasileiras. Com 60 dias de idade pode chegar a 4 kgs, quando alimentado adequadamente. Quando adulto pesam aproximadamente 10 kgs. Seu porte imponente e sua beleza o tornam uma avê das mais apreciadas sendo em algumas ocasiões confundida com cisnes, devido ao seu pescoço comprido e ao formato de sua cabeça, quando adultos. A primeira postura ocorre entre 6 a 8 meses, botando em média 20 ovos, quantidade essa que gradativamente é aumentada a cada ano, chegando ao pico de postura com 3 a 4 anos.

     

    - Africano se destaca do Chinês Pardo pela papada ou pelanca que possuem em baixo do bico, também o pescoço do Africano é mais curto e grosso que o do Chinês Pardo. O peito é mais largo embora essa não seja considerada uma diferença básica entre as raças. Pode acontecer de filhotes de Africanos não desenvolverem a papada, sendo que a mesma irá aparecer novamente na próxima geração.

     

    - Sebastopool se destaca das outras raças pela quantidade de ovos na primeira postura, a qual chega a uma média de 40 a 60 ovos, porém a fêmea não consegue chocar bem essa quantidade de ovos. Outra característica da raça é a beleza de suas plumas todas cacheadas.

     

    - Embden é uma raça muito procurada para abate pois apresenta um crescimento mais rápido que as outras raças, alcançando em 10 semanas um peso de 5 kgs, a postura da fêmea iguala-se a das outras.

    Galinhas Gigantes

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    Maiores em tamanho, peso e mais resistentes a doenças, as raças gigantes ornamentam sua propriedade ao mesmo tempo em que aumentam a produção de ovos e melhoram sua criação.

     

    Com alguns frangos gigantes você pode melhorar a linhagem de seu plantel de galinhas caipiras, aumentando a produção de ovos de qualidade superior, além de conseguir frangos e frangas para corte com maior tamanho e peso, em menor tempo, comercialmente, também vantajosa a criação exclusiva de raças puras para fornecer reprodutores para o melhoramento de plantéis da mesma raça (choque de sangue), para melhoramento de outras raças (mestiçagem) e, até mesmo como aves para ornamentação de chácaras e sítios.

     

    Os frangos conhecidos como gigantes pertencem a algumas raças puras como Gigante Negro de Jersey, Orpington Buff, Conchinchinas, Brahmas, Rhode Island Red, New Hampshire e Plymouth Rock Barrado, que se caracterizam pelo tamanho e resistência a doenças e, principalmente pela boa produtividade de ovos e carne. Em geral, quando adultas atingem entre 40 a 50 cm de altura dos pés à cabeça, com peso entre 2,5 a 3,5 KG com ligeira desvantagem para as fêmeas.

     

    Não são raros os galos das raças Orpington, Cochins e Gigante Negro de Jersey, por exemplo, que bem tratados, ultrapassam os 5 kg bem adaptadas ao Brasil, essas raças são utilizadas principalmente para melhorar as raças nativas ( caipira ou crioulas), dando origem a novas linhagens de matrizes de qualidade superior (caipira melhorada).

     

    Muitas linhagens especiais para postura ou para corte, utilizadas em escala comercial, foram obtidas através de cruzamentos com essas raças puras, selecionando-se cada vez mais as aptidões até se formarem as raças altamente produtivas.

     

    Escolha a raça – para a carne e/ou ovos – para melhorar a sua criação opte por uma raça pura de acordo com a aptidão, Rhode Island Red, New Hampshire e Plymouth Rock Barrado. As mais conhecidas entre nós têm dupla utilidade, isto é, melhoram as raças nativas tanto em termos de carne como em postura. Já as Gigante Negro de Jersey , Cochins e as Orpingtons, são excelentes melhoradoras de linhagens de porte avantajado com carne de apreciável qualidade.

     

    Lembre-se de que para não prejudicar as linhagens descendentes, misturando o sangue de diversas raças, você só deve adquirir os reprodutores de uma única raça, de acordo com as características e aptidões que você deseja. Os criadores dessas raças puras fornecem aves adultas, franguinhos ou pintinhos, conforme aquilo que você desejar.

     

    Como melhoradores de linhagem de suas galinhas matrizes, basta adquirir um reprodutor para cada dez fêmeas. A aquisição de fêmea pura só é recomendável se você pretende produzir exemplares puros da raça, que não devem ser misturados com outras. Não vale a pena ter galinhas de raças puras para cruzarem com galos caipiras.

     

    O período de reprodução dessas raças inicia-se aos seis meses de idade e normalmente, ultrapassa os dois anos.

     

    Ao completar um dia de vida as aves devem ser vacinadas contra a Bouba Aviária. Após o sexto dia recebem a vacina contra a New Castle, a qual precisa se repetida de três em três meses, durante um ano. Daí em diante é só manter em boas condições de higiene o galinheiro e a qualquer sinal de anormalidade é indispensável a visita de um veterinário.

     

    O local de criação que oferece as melhores condições de desenvolvimento dessas raças puras deve ter o piso bem seco, recoberto de palha seca ou maravalha (nunca use pó de serra) que será trocado periodicamente, as paredes também devem ser de alvenaria até a altura de aproximadamente um metro, acrescidas de um metro e meio de parede de tela e o teto de telhas.

     

    Criam-se quatro galinhas por metro quadrado, ou cinco frangos no mesmo espaço.

     

    As paredes devem fornecer proteção contra os ventos e ao mesmo tempo ventilação constante.

     

    No caso de você precisar apenas de um ou dois reprodutores para cruzar com suas galinhas que vivem soltas na propriedade, não se preocupe, qualquer uma dessas raças puras podem viver soltas no terreiro, comem a mesma alimentação das aves caipiras. O bebedouro que oferece maior comodidade ao criador é o semi-automático que deve ser lavado de dois em dois dias. Fique sempre atento para que os comedouros mantenham-se sempre limpos, livres de restos de ração velha e deteriorada.

     

    A ração até os cinco meses de idade deve ser fornecida diariamente (ração balanceada de crescimento). Após esse período, utiliza-se a ração de postura, nessa época, as aves devem ser colocadas para o acasalamento na proporção de um galo para cada dez galinhas.

     

    No caso de se trabalhar com preservação de raças puras, deve-se colocar um macho para três ou quatro fêmeas. Essas aves devem passar por um processo de seleção criterioso, para que possam passar para suas ninhadas todas as características da raça pura.

     

     

    CLASSE I – RAÇAS NORTE AMERICANAS

     

    1- Plymouth Rock (branca, amarela, barrada, prateada, perdiz)

     

    2- Rhode Island (branca , vermelha)

     

    3- Gigante de Jersey (branca, preta)

     

    4- Wyandotte (branca, preta, amarela, pincelada, laceada, perdiz)

     

    5- New Hampshire

     

    6- Java

     

    7- Dominique

     

    8- Buckeyes

     

    9- Chanteclers

     

    10 Lamonas

     

    11- Hollands

     

    12- Delawares

     

     

     

    CLASSE II- RAÇAS ASIÁTICAS

     

    1- Brahma (branca, preta, amarela)

     

    2- Cochins (branca, preta, amarela, perdiz,barrada)

     

    3- Langshans (branca, preta)

     

     

     

    CLASSE III- RAÇAS EUROPÉIAS- INGLESAS

     

    1- Orpington (branca, preta, amarela, azul)

     

    2- Cornish (branca, preta, amarela e branca, laceada de vermelho)

     

    3- Buttercoup Siciliana

     

    4- Australorps

     

    5- Dorking

     

    6- Redcap

     

     

    CLASSE IV – RAÇAS EUROPÉIAS – MEDITERRÂNEAS

     

    1- Leghorn (branca, amarela, preta, perdiz, dourada, prateada- Obs.: todas as variedades do Leghorn podem ter crista de rosa ou de serra)

     

    2- Minorca (branca, preta- Obs.: com crista rosa ou simples)

     

    3- Buttercoop Siciliana

     

    4- Catalã Del Prat

     

    5- Andaluza

     

    6- Spanish ouEspanhola de Cara Branca

     

    7- Ancona

     

     

    CLASSE V- RAÇAS EUROPÉIAS

     

    (A) NORTE DA EUROPA

    1- Hamburguesa

    2- Campine

    3- Lakenvelders

     

    (B) POLONESAS (são todas com topete, porém algumas possuem barba além do topete. Têm diversas cores)

     

    (C) FRANCESAS

     

    1- Houdan

    2- Faverolle

    3- Crevecoeur

    4- La Fleche

     

     

    CLASSE VI – COMBATENTES INGLESES E ORIENTAIS

     

    1- Old English Game

    2- Modern Game

    3- Aseel

    4- Shamo

    5- Malaio

    6- Tuso

    7- Hashure

    8- Sumatra

    9- Cubalaia

     

     

    CLASSE VII – DIVERSOS

     

    1- Pescoço Pelado

    2- Frizado

    3- Araucana

    4- Sedosa do Japão

    5- Yokoama

    6- Phoenix

    7- Músico

     

     

    CLASSE VIII – RAÇAS SELVAGENS (primitivas)

     

    1- Galos Bankiva

    gigante1 Plymouth_Rock_Barrado

     

    É comum associar um quintal com a criação de galinhas. Um bicho fácil de criar, ocupa pouco espaço e ajuda na economia doméstica. Comece a criação de galinhas, aproveitando aquele corredor arejado, o espaço disponível no cantinho da garagem ou o fundo do quintal. Em casa comece com poucas aves. Se você dispõe de área maior, chácara ou fazenda, aumente o tamanho dos viveiros e o número de galinhas. Mesmo possuindo área grande, o melhor é iniciar aos poucos , adquirir experiência com a criação e depois ampliar o plantel.Antes de adquirir os pintinhos, construa o viveiro. Para acomodar 20 aves, faça o viveiro com área total de 2 metros quadrados. Você vai precisar de comedouros e bebedouros.

     

    Agora já pode comprar os bichinhos. Se optar por aves de 1 dia, forre o piso do viveiro com palha seca ou maravalha (nunca use pó de serra) e a seguir coloque os pintinhos , com lâmpada para aquecimento.

     

    Até os 30 dias de vida, dê às aves ração inicial para pintos.

     

    Os franguinhos precisam de vacinas. A primeira é contra a doença de New Castle, dada aos 6 dias, e novamente, aos 21 dias de vida. Coloque uma gota da vacina no olho ou nas narinas dos pintinhos ou na água de beber (esse método não é muito recomendado pois não se tem controle de quanto as aves ingeriram).

     

    Vacine também contra a Bouba Aviária, as aves de 21 a 30 dias de idade.

     

    Remova, toda semana, o estêrco sob o viveiro (utilize esse adubo, depois de curtido, nos vasos de plantas, na horta etc) e coloque uma nova camada de areia seca ou serragem. Diariamente elimine nos comedouros os restos de comida, alimentos molhados ou úmidos para evitar fermentação e contaminação das aves. Lave os bebedouros todos os dias e sirva água sempre limpa. Para iniciar novo plantel, faça limpeza geral dos utensílios, lavando-os com água e desinfetante. Pulverize o viveiro cada vez que renovar o plantel.

    Codornas

    No Brasil é muito comum a criação de Codornas pela facilidade e baixo investimento.As codornas podem ser criadas em espaços livres ou em gaiolas, na proporção de um macho para três fêmeas e chegam a botar 300 ovos por ano, dependendo do manejo. Esses ovos podem ser destinados à reprodução ou para consumo humano, cuja comercialização é bastante grande.

     

    As codornas ficam adultas com 45 dias de idade, com essa mesma idade são encaminhadas para o abate, caso a criação seja para esse fim, se a finalidade for a reprodução, a partir daí faz-se o aproveitamento dos ovos.

     

    As codornas devem viver em temperatura ambiente, porém deve-se ter cuidado com a umidade. Por ser uma ave altamente rústica e muito produtiva, ocupando pouco espaço, pode-se fazer uma criação integrada com outros animais.

     

    Deve-se observar a altura dos bebedouros e comedouros para essas aves para evitar que elas não alcancem os alimentos e a água.

     

    Seus ovos têm sabor semelhante aos ovos de galinha, menos colesterol e segundo dizem, é afrodisíaco.

     

    Os ovos destinados à incubação devem ser selecionados e levados à incubadora no prazo máximo de 10 dias de armazenagem em local seco e fresco. Ovos com casca defeituosa ou tamanho indesejado devem ser descartados da incubação e encaminhados para consumo.

     

    O esterco das codornas também tem grande aceitação no mercado para utilização em hortas e pomares.

     

    O período de incubação dos ovos de codorna é de 16 a 17 dias.

    codornas

    Patos e Marrecos

    patos1 marrecos2 MarrecoMandarimPardo

     

    Deles até as penas se aproveitam.

     

    A criação de patos e marrecos, em escala doméstica, pode ser desenvolvida em pequenas áreas e não exige grandes investimentos em instalações, alimentação e mão de obra.

     

    Essas aves crescem rapidamente e são de grande utilidade, pois delas aproveita-se tudo: penas , carne e ovos. Além disso a consorciação com outros animais – coelhos e peixes, por exemplo – tem apresentado bons resultados.

     

    Os gastos com alimentação das aves são bastante reduzidos quando se mistura à sua ração esterco de coelho, previamente peneirado e desidratado e devidamente tratado.

     

    Na piscicultura, os dejetos dos patos e marrecos, colocados na água, favorece a formação de microorganismos muito importantes na alimentação dos peixes. Com isso, gasta-se menos ração e, em conseqüência, a piscicultura torna-se mais econômica.

     

    Entre as quinze variedades de marrecos, reconhecidas as mais comuns são: Mallard, Cayuga, Aylesbury, entre os Patos existem as variedades Muscovy, Alemão gigante, doméstico.

     

    O manejo das criações de patos e marrecos são semelhantes, mas eles não devem ser criados juntos. É que essas aves cruzam-se com facilidade e corre-se o risco de produzir o paturi animal híbrido e estéril, que serve somente para o abate.

     

    Patos e marrecos podem ser criados ao ar livre ou em cercados comuns. Esses cercados devem ter um abrigo para a proteção das aves, ninhos , comedouros e, se possível, um pequeno tanque com 40 cm, de profundidade e área de depósito de água. Segundo os especialistas, os índices de fertilidade das aves aumentam quando tem água à disposição. O tanque dispensa ainda a instalação de bebedouros, exceto quando há necessidade de colocar medicamentos na água.

     

    No caso de o cercado ser construído em terreno acidentado, é aconselhável cortar as penas guias de uma das asas do pato, aos 4 ou 5 meses de idade, para que não levantem vôo.

     

    Essa operação deve ser mantida anualmente, sempre após o período de muda das penas.

     

    Na criação em cativeiro, é necessário um local adequado para as aves fazerem os ninhos. Por exemplo, casinhas de madeira ou de alvenaria, cestos de palha ou até mesmo pneus velhos recheados de palha seca. A pata costuma procurar esses locais abrigados, ao passo que a marreca, menos cuidadosa, realiza a postura em qualquer lugar do cercado.

    O pato desenvolve-se muito mais rapidamente do que a pata. A fêmea adulta atinge metade do peso do macho,em média de 3 a 3m5kg . Além disso, no pato, o formato da cabeça e a pele grossa , que forma uma espécie de máscara em cima do bico e em volta dos olhos, são mais acentuados e podem ajudar a diferenciar os sexos.

     

    Entre os marrecos, até os 2 meses de idade, o macho quase não emite sons. Já a fêmea grasna com intensidade. Quando adulto, o macho geralmente apresenta uma pena enrolada para cima, na cauda. Se machos e fêmeas ficam sempre juntos, é certo o acasalamento, e por isso, se se deseja o aperfeiçoamento da raça, as aves destinadas à reprodução precisam ser selecionadas e isoladas. Essa seleção é conveniente e deverão ser escolhidas as aves mais sadias, ágeis e que não tenham defeitos, com asas torcidas ou bicos pequenos.

     

    Entre os 7 e 8 meses , as patas e as marrecas iniciam a reprodução, e os acasalamentos são feitos com um macho para seis fêmeas, geralmente com bons resultados de fecundação.

     

    Na pata, registram-se duas a três posturas anuais, com cerca de quinze a vinte ovos por ninhada.

     

    A marreca de Pekin põe ovos o ano inteiro, só parando nas épocas de muda, sua média anual de postura gira em torno de 220 ovos. Mas, para que a marreca atinja esse desempenho, deve ser alimentada com rações balanceadas. Se as refeições se restringirem a restos de comida e um pouco de milho, sua postura diminui cerca de 50%.

     

    A incubação de patos e marrecos dura de 28 a 30 dias, enquanto as patas são boas e dedicadas mães, as marrecas não costumam chocar os ovos (Pekin), deixando a tarefa para patas, peruas ou galinhas em criações maiores de marrecos, pode-se recorrer à incubação artificial. Os ovos destinados à incubação artificial ou com amas precisam ser conservados em local seco e fresco, sempre com o pólo mais fino voltado para baixo. Como a melhor fase de postura das aves é na primavera. Aconselha-se aproveitar para incubação os ovos dessa época. Ovos com defeitos externos e com mais de dez dias da data de postura devem ser eliminados (usar na culinária – bolos, pães etc).

     

    Na incubação natural, depois do nascimento dos filhotes a pata leva-os a passear e eles se alimentam, à beira d’ água, de larvas, algas, brotos de grama e capim. Quando a incubação é artificial, ou quando não se quer que os patinhos sejam criados pela mãe ou os marrequinhos, pelas amas, colocam-se os filhotes em criadeiras para que recebem calor adequado com aquecimento e depois, para o cercado onde devem ser mantidos separados dos adultos, até adquirirem maior resistência.

     

    Patos e marrecos são pouco exigentes na alimentação. Até 40 dias os filhotes comem ração inicial acrescida de verduras picadas. Em seguida, se fornece a ração de crescimento , milho, restos de comida, trigo, aveia, farelo, cascas de legumes e verduras. A alimentação básica é sempre a mesma, mas se o criador quiser maior produção de ovos, deve utilizar ração balanceada de postura, quando as aves estiverem adultas.

     

    Para patos reprodutores não é aconselhável dar ração o ano todo, para que não engordem muito. Fora do período de reprodução deixe-os no pasto. Quando são criados soltos e alimentados com restos de comida, os gastos diminuem.

     

    Os palmípedes em geral são espécies rústicas e resistentes a doenças. Mesmo assim, quando criados em galinheiros fechados, é bom vaciná-los contra new castle e ministrar um vermífugo a cada 4 meses, a partir dos 4 ou 5 meses de idade. Ainda no caso de viveiros fechados, para que não sofram com excesso de umidade devem ter acesso a um local seco e ensolarado para quando estiverem fora da água.

     

    Criar patos é ainda mais fácil do que criar galinhas. Você só não pode colocá-los em gaiolas, por causa de seus pés (patas).

     

    Os ovos das patas são muito procurados por pessoas com anemia. Com eles faça o seguinte fortificante: deixe , à noite, três ovos de pata ou marreca lavados, de molho no suco de limão, no dia seguinte, coloque-os no liquidificador com casca e tudo. Junte uma lata de leite condensado e um frasco de biotônico. Tomar um cálice por dia. Esse fortificante é também muito usado para crianças com falta de apetite.

     

    Os patos são aves resistentes, rústicas, que adoecem pouco. A criação é fácil e as fêmeas são ótimas chocadeiras e criadeiras. Elas criam bem os filhotes, defendendo-os de animais em geral. A criação pode ser feita em pequenas áreas, em sítios ou fazendas e mesmo no fundo do quintal. Os patos produzem carne de ótima qualidade, saborosa, seus ovos são maiores e mais ricos em proteínas do que os ovos de galinhas e encontram grande aceitação no mercado, atingindo preços muito bons.

    Se você pretende criar patos, comece com um macho e quatro até seis fêmeas. Para isso, basta dispor de uma área de 10 metros quadrados, com chão de terra batida. Não é necessário nenhuma construção para as aves, somente os ninhos é que devem ficar em local coberto para proteção de sol e ventos fortes e chuvas. Para comedouro, improvise com pneus velhos cortados ao meio e se puder coloque num canto uma caixa de concreto ou uma bacia grande, para o banho das aves.

     

    Existem três variedades de patos: a branca (alemão), a preta com uma faixa na as , Muskovi, e a cinza ou azulega. Existem ainda os patos vermelhos (marrons). Difíceis de serem encontrados. Existem ainda os patos manchados de branco e preto ou cinza com branco, resultado de cruzamentos aleatórios; considerados como patos comuns ou caipiras.

     

    No início da criação, escolha de preferência, aves de uma só variedade (cor), caso contrário, a mistura será grande , originando aves de colorido muito variado e indefinido, desvalorizando a ave se você colocar várias patas para chocar no mesmo dia, cerca de 12 a 15 ovos por ave, depois de nascidos você pode transferir todos os filhotes para uma ou duas patas, ficando as outras liberadas para reiniciar postura, o mesmo pode ser feito com as marrecas que chocam.

     

    Os patos ou marrecos que se destinam ao abate devem ser alimentados com ração de engorda e abatidos entre 2 e 3 meses de idade com peso de 2,5 a 3kg depois de limpos.

     

    Apesar de raras, eventualmente podem aparecer algumas doenças na criação. A mais comum é o “descadeiramento” provocado pela falta de vitaminas na alimentação e caracterizado pela atrofia das pernas. Para prevenir a doença use uma alimentação balanceada e rica em vitaminas. As vezes os patos e marrecos têm diarréia, acompanhada de hemorragia intestinal. Alguns criadores costumam usar 100 gramas de borra e café , misturada com 10 litros de água, apesar de seu um remédio caseiro, sem nenhum fundamento científico, costuma dar bons resultados.

    Galinhas d’ Angola

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    Resistente, rústica, arisca e boa voadora, a Galinha d`Angola também é conhecda como Galinha da Guiné, Galinha da Índia, Galinhola, Angolinha, Cocá, Conquén. Apresenta-se nas seguintes colorações: cinza, branca, cinza escura com pintas brancas (pedrez) , cinza clara (azul), pampa (resultado do cruzamento da pedrez com a branca) . As Guteras são exóticas e criadas apenas para fins de ornamentação por criadores de aves de raças puras.

     

    Criada solta, a angola além de fornecer carne e ovos, desempenha uma importante função no controle biológico, pois come insetos como gafanhotos, cigarrinhas das pastagens, lagartas do estrume de gado, formigas e principalmente carrapatos, o pior parasita do gado.

     

    Na ave com mais de 90 dias, pode-se observar que o macho apresenta uma crista mais pronunciada para frente, como um cifre e na fêmea a crista é mais abaulada. As barbelas que o macho tem abaixo do bico inferior são mais compridas do que as da fêmea. Essas diferenças são só indicações confiáveis em aves da mesma idade, pois estão em constante desenvolvimento.

     

    O viveiro ideal para a Galinha d’Angola pode ser de madeira ou alvenaria, mas precisa ser coberto e fechado nas laterais e no fundo. A frente deve ser telada e com um solário gramado (prolongamento do próprio viveiro) para que possam fazer exercícios. O piso dos viveiros deve ser quente e seco, coberto de palha, feno, capim seco ou cavaco de madeira, que absorvem a umidade das dejeções. Se a camada de forração tiver uns 15 cm dispensa o uso de ninhos, a própria angola faz no piso uma cavidade onde botará os ovos.

     

    Em cativeiro, machos e fêmeas ficam juntos o ano todo. Para aumentar a margem de fertilidade dos ovos, recomenda-se que os acasalamentos sejam feitos na proporção de 1 macho para até 4 fêmeas, selecionando as aves de melhores condições físicas. Deve se observar se ovos não estão sendo fecundados ou angolas que não se relacionam bem é necessário substitui-los.

     

    De agosto a dezembro uma angola tem em média duas ou três fases produtivas, imediatamente à postura, os ovos devem ser armazenados em local ventilado. Nessa fase da criação é muito importante manter os ovos com o pólo mais fino voltado para baixo, movimentando-os com cuidado diariamente.

     

    Criadas em liberdade como acontece quando empregado o controle biológico, as angolas fazem ninhos em lugares escondidos, pondo os ovos em camadas sobrepostas, assim, na incubação apenas os ovos da camada superior recebem calor, perdendo-se os demais.

    A criação de Galinha d’Angola é muito fácil, ideal para sítios, fazendas e quintais, desde que o criador disponha de uma área de terra com algumas árvores.São aves rústicas que raramente adoecem e ainda ajudam no equilíbrio biológico;são úteis também como guardas, a presença de estranhos ou qualquer anormalidade no ambiente provoca imediatamente seus gritos, que segundo o povo, significa “tô fraco, tô fraco, tô fraco”.

     

    As angolinhas são ótimas voadoras e velozes, motivo pelo qual raramente são atacadas por outros animais, podem ser criadas soltas ou em locais cercados com telas até o teto para evitar que fujam. Quando criadas soltas, há muita economia de alimento já que costumam catar insetos e comê-los. Mas há um inconveniente: as Galinhas d’Angola fazem ninhos muito escondidos, pondo os ovos em camadas e cobrindo cada camada com palha e muitas vezes quando o criador descobre o ninho os ovos já estão estragados.

     

    A criação de angolinha pode ser lucrativa, desde que seja feita em larga escala. Antes porém, o criador deve assegurar-se da colocação da carne, pois o mercado é limitado. A carne tem ótimo paladar, lembrando o sabor de caças, e há até quem diga que o peito da angolinha tem o mesmo gosto da carne de faisão. Para evitar essa confusão, criadores idôneos de faisões na ocasião do abate, deixam a cabeça da ave com a penugem, para comprovar que se trata mesmo de faisão.

     

    Normalmente, as Galinhas d’Angola põem cerca de 50 a 60 ovos por ano, cujo sabor é parecido com o dos ovos de galinha, sendo usados para o mesmo fim.

     

    Para a criação existem várias opções: carne e ovos, venda de matrizes (que alcançam bons preços) de filhotes ou, ainda como aves ornamentais.

     

    Quem está começando deve adquirir poucas aves – com cerca de 60 a 70 dias de idade – para aprender o manejo, só depois aumente o plantel. Coloque as angolinhas em viveiros telados e construa no seu interior poleiros bem altos ( com 2,5 a 3 metros de altura), instale bebedouros e ninhos com palha no fundo dentro dos viveiros . Quando soltas, elas costumam dormir empoleiradas em árvores altas.

     

    Cerca de seis meses de idade, as angolinhas começam a postura, em geral na primavera, a partir dessa época forneça ração para postura. As Galinhas d” angola costumam botar de 50 a 60 ovos por postura, sendo em etapas (cerca de 15 ovos por período). Depois de cada postura, para choca, recomeça a botar até o fim do período. No caso de criá-las soltas, espalhe ninhos no local.

     

    Recolha os ovos todos os dias e coloque-os para chocar de preferência em último caso, pois as angolas são muito inquietas e quando espantadas abandonam os ninhos. A prática mostra em cativeiro as angolas dificilmente têm a febre do choco, portanto, é preciso recorrer a Galinhas comuns ou incubadeiras no caso de grandes criações.

     

    Tanto a incubação natural como a artificial duram 28 dias e não se deve pôr para chocar ovos com mais de 10 dias de armazenamento.

     

    Uma vez nascidos, os pintinhos ficam mais algumas horas nas chocadeiras para completar a secagem, depois são transferidos para criadeiras aquecidas onde ficam de 15 a 30 dias, quando então podem ser soltos nos viveiros. Como os filhotes são muito agressivos, convém mantê-los separados de outras espécies.

     

    A partir do segundo dia de vida, os filhotes começam a ser alimentados com ração inicial para pintos. Após 30 dias, essa ração é substituída por ração de crescimento e a partir de 6 meses ração de postura, ou engorda a partir de 60 dias, conforme a finalidade. O cardápio de angolas adultas é composto por ração, milho e verduras.

     

    A água deve ser fresca, limpa e trocada a cada dois dias.

     

    Embora a angola seja bem rústica e resistente, convém vacinar os pintinhos de 21 dias contra NewCastle e Bouba Aviária. Nas épocas de postura é conveniente administrar vitaminas apropriadas, diluídas na água, para fortalecer a poedeira e assim melhorar seu desempenho.

     

    Se usar galinhas ou outras aves (amas) para chocar os ovos, deixe as angolinhas com a ama que cuidará bem delas e fornecerá calor necessário. Essas aves devem ficar em local coberto, seco e protegido de ventos fortes. Deixe à disposição uma caixa com areia que ajudará na trituração dos alimentos.

     

    Anualmente vacine todo o plantel e pulverize todas as instalações para evitar piolhos e parasitas.

     

    No caso de criação destinada ao abate, as aves devem ser abatidas com 80 a 90 dias de idade e com peso entre 900 gramas a 1,3 Kg.

    Patos

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    O homem já possuía animais desde a mais remota antiguidade.São muitas as espécies de animais domésticos que prestam serviços ao homem, seja na alimentação, na confecção de agasalhos, travesseiros e edredons, como hobby e até meso como animais de estimação.

    Quanto maior o desenvolvimento de um País, maior é importância da criação de animais, as quais são feitas em grande escala e com métodos aperfeiçoados.

    Dentre tantas variedades, está o PATO (Carina Moschata).

    Os patos são originários da América do Sul. Ainda são encontrados em estado selvagem , sendo alvo de caçadores, porém há grande quantidade deles domesticados, Foram levados da América do Sul para a Europa, principalmente França, daí se difundindo por todo o mundo, mais ou menos em 1550.

    Os patos domésticos são descendentes dos patos selvagens (chamados de patos crioulos).
    Existem nas variedades branca, preta, azulega e com as três cores misturadas, resultado de cruzamentos
    Os patos emitem sons baixos, ao contrário das patas que são mais barulhentas.

    Cruzam com muita facilidade entre eles, sendo que um macho acasala com várias fêmeas, e se criados juntamente com marrecos, também acasalam com eles, originando assim uma ave híbrida, estéril conhecido como paturi ou paturoba, com carne de ótima qualidade.

    Gostam de mexer em poças d’água, até fazer lama, e comem quase tudo o que encontram. São herbívoros por natureza, possuem um bico muito resistente e tem a cara recoberta por carúnculas vermelhas, formando uma espécie de máscara, se não tiverem as penas guias das asas aparadas, alçam vôos altos, são excelentes nadadores e mergulhadores.

    Os patos são criados para a produção de carne, que é muito saborosa, ovos que são muito utilizados na culinária e também para fazer fortificantes para crianças, e as penas e plumas, que após serem devidamente tratadas são desfiadas e utilizadas na confecção de edredons, travesseiros etc.

    A criação de patos deve ser feita em locais que tenham água, embora seja perfeitamente possível criá-los em locais secos, colocando-se recipientes com água fresca e limpa, para que eles possam beber e tomar banho.

    Criar patos é muito fácil, é um animal resistente, as patas são ótimas mães, chegando até a serem utilizadas como amas para chocarem e criarem aves de outras espécies.

    As patas iniciam a postura por volta de 6 e 7 meses de idade, tendo uma produção média anual de 80 a 100 ovos, quando não param de botar para chocar os ovos.

    O período de incubação dos ovos é de 28 a 30 dias. Na incubação natural,, isto é, quando os ovos são chocados pela própria mãe, as patas defendem seus ninhos e suas ninhadas, chegando a atacar pessoas ou animais que se aproximem.

    Pode se usar também incubadoras artificiais ou outras aves para chocar os ovos, tais como galinhas e peruas.

    Os patinhos da variedade branca (Alemão Gigante) nascem amarelos , e os da variedade preta (Muscovy), nascem pretos ou malhados com desenhos amarelos na cabeça, nas costas ou na parte inferior do corpo. São muito resistentes, comem de tudo e se forem criados com a mãe, podem ir para a água logo nos primeiros dias. Embora sejam aves aquáticas o seu maior inimigo é a umidade, portanto se forem criados em criadeiras artificiais ou com amas que não sejam aves aquáticas, só devem ir para a água após estarem pelos menos 80% empenados, pois a penugem deles encharca e ficam sujeitos e problemas respiratórios.

    Outro problema para os patinhos são as chuvas fortes e ventos frios, por isso devem ficar em criadeiras com aquecimento, caso não sejam criados com a mãe.

    Seu crescimento é rápido e com 3 meses já estão no ponto de serem abatidos para consumo, desde que tratados com rações balanceadas. São aves que engordam com facilidade chegando a ficar com a barriga quase arrastando no chão, ficam preguiçosos.

    Os reprodutores devem ser separados em cercados ou viveiros com água fresca e limpa, alimentação adequada, para que se tenha um bom resultado de produtividade e abrigo para os ninhos que podem ser feitos com caixotes, pneus velhos deitados no chão com o meio cheio de palha bem seca, ou cestos de palha também com palha seca dentro.

    Em 10 metros quadrados, pode-se colocar 7 cabeças (1 macho e 6 fêmeas), obtendo-se assim um ótimo resultado tanto no desenvolvimento das aves, como na reprodução das mesmas.

    As rações utilizadas são as mesmas das galinhas, respeitando-se a fase de idade isto é: ração balanceada para pintos de 1 dia ou ração inicial (para os filhotinhos), ração balanceada de crescimento (para filhotes acima de 30 dias de idade) e ração balanceada de postura ou para poedeiras (para aves em reprodução) e ainda a ração de engorda no caso de aves para abate.

    Porém eles comem de tudo, restos de verdura da horta, frutas, legumes, grãos.

    Produzem muito, comem de tudo, são resistentes, crescem rapidamente , exigem poucas instalações, portanto sua criação é recomendada para propriedades de pequeno à grande porte, colaborando assim para um melhor padrão alimentar do ser humano, proporcionando ainda bons lucros.

    Características da raça:

    Corpo comprido, peito largo e empinado para a frente

    Pescoço curvo, de comprimento m édio

    Bico de largura mediana, relativamente curto, com a ponta superior virada para baixo.

    Olhos pequenos com carúnculas (verrugas) vermelhas em volta de toda a cara.

    No macho as carúnculas são mais pronunciadas do que nas fêmas.

    Asas grandes e fortes

    Coxas curtas e gordas, canelas curtas e patas interligadas por membrana interdigital.

    Cor branca( Alemão gigante)

    Preta e verde petróleo com uma faixa branca nas asas (Muscovy)

    Azul (cinza ou azulega) ou cinza com branco.

    Os machos pesam em torno de 4.500 a 5.000 kg e as fêmeas 3.200 a 3.500 kg dependendo da forma que forem criados, As aves criadas em confinamento ganham peso com mais rapidez e a carne fica mais macia, desde que tratados com alimentação adequada. Aves criadas a pasto (soltas) demoram mais para ganhar peso e a carne fica mais enrigecida.

    Os patos , bem explorados,. Provavelmente são a espécie que oferece uma das melhores perspectivas econômicas ao criador. Requerem um investimento relativamente pequeno para iniciar a criação e podem ser comercializados em qualquer etapa de produção: ovos, filhotinhos, jovens , adultos. Podendo-se ainda fazer o aproveitamento do esterco, das plumas e penas.

    Infelizmente no Brasil não existe literatura especializada a respeito da criação de patos, apenas algumas edições com informações básicas e experiências de criadores dedicados.

    Para criar patos não se necessita de conhecimentos profundos nem de estudos especializados.

    Dentro do campo experimental, é bem pouco o que se tem feito sobre a criação de patos, bem como no que se refere a investigações zootécnicas, mas obtiveram-se grandes avanços no setor produtivo e comercial.

    Há vários itens aos quais os futuros criadores devem prestar atenção: escolha do local para a criação, instalações simples mas adequadas, cruzamentos corretos, melhoramento racial e boa alimentação.

    Basicamente as mesmas orientações para uma criação de galinhas podem servir para a criação de patos, embora diferem um pouco uma da outra, pois a criação de patos ainda é mais fácil, o que se traduz em vantagens para o criador.

    São animais sossegados, só se irritando quando disputam as fêmeas e na defesa dos ninhos, ainda em bandos e normalmente o macho mais velho é o líder.

    Por serem resistentes, não necessitam de instalações sofisticadas, podem viver soltos, em espaços reduzidos ou em total confinamento, em casos de engorda.

    Como todo animal aquático, a água é indispensável , se possível em abundância, caso não seja possível, deve-se colocar recipientes grandes com água limpa e fresca, para que eles possam tomar banho e quando o acasalamento acontece na água, a fertilidade dos ovos é bem maior, visto que a água é seu elemento de desenvolvimento.

    São poucas as enfermidades que atacam os patos, a sua plumagem densa é resistente às mudanças de temperaturas, devido a estas condições e principalmente por ser uma ave aquática resiste bem a climas frios, apenas sendo necessário o aquecimento nos filhotes nascidos em chocadeiras.

    Na cria natural, os ninhos devem ser forrados de palha bem seca, arejados e protegidos contra vento e sol forte.

    Os patos são animais muito resistentes, possuidores de força vital que podem aclimatar-se nos diferentes países do globo. São também vorazes, necessitando que tenham comida em abundância, às vezes é mais importante a quantidade do que a qualidade , dependendo a que se destina a criação.

    Os adultos vivem quase todo o tempo ao arlivre, mas é necessário uma boa sombra sobretudo no verão, quer seja por árvores ou coberturas artificiais.

    A incubação e a primeira fase de idade são as etapas que requerem detalhes um pouco mais especiais no que se refere às instalações.

    Caso a incubação seja feita em chocadeiras, as mesmas devem ficar em locais abrigados e secos, caso seja incubação natural, os ninhos também devem ser bem protegidos e abrigados de chuvas, vento e sol forte.

    Quando crescem, não há necessidade de variar muito a alimentação, comem tudo o que têm ao seu alcance e que consigam digerir, porém para se obter bons resultados na criação é necessária uma alimentação balanceada.

    A criação de patos não oferece grandes dificuldades, além disso, pode-se dizer que são as aves mais fáceis de criar e por isso as que dão maior satisfação ao criador. Salvo exceções, desde o primeiro dia de vida, se a criação for racional, o número de baixas é insignificante. Isto deve-se principalmente ao fato de serem aves resistentes, fáceis de alimentar, suportam bem as trocas de temperaturas e são quase imunes à maioria das doenças comuns a esse gênero de ave, o que não significa que estejam livres delas e que se possa deixá-las sem os cuidados necessários para prevenção.

    Deve-se encarar a criação segundo a finalidade pretendida. Quando a finalidade é a produção de ovos, tem que se ter presente as melhores poedeiras e os machos de maior vitalidade. Os reprodutores devem ser tratados com alimentação adequada, não esquecendo que só deverão ser selecionados para reprodutores as aves que se consideram melhores e na quantidade que atenda as necessidades do criador. As outras aves serão descartadas para venda, ou engorda e abate, tais como exemplares velhos e poedeiras deficientes.

    As fêmeas são a base do negócio no caso de produção de ovos.No caso de produção de carne para consumo, a base maior são os machos devido ao maior peso, tamanho e consequentemente maior produção de carne, haja visto que as fêmeas sempre são menores, porém têm grande importância para que se produzam mais filhotes que futuramente serão comercializados e assim sucessivamente.

    Os filhotes produzidos natural ou artificialmente , não devem ser alimentados nas primeiras 24 horas após o nascimento (alguns criadores contestam esse período e o reduzem para 12 a 15 horas), pois ainda estão digerindo parte de gema com que se alimentam durante o período de incubação. Após esse período deve-se fornecer água limpa e fresca e ração inicial. Não devem sobrar restos de ração nos comedouros. Caso isso aconteça, os mesmos devem ser bem lavados e secos e novamente abastecidos. Os restos de ração podem fermentar, ocasionando a formação de bactérias e fungos que são extremamente prejudiciais às aves. Pode-se colocar pequenos comedouros com areia bem seca, o que vai ajudar na digestão das aves. Pode-se também servir verduras picadas, menos alface,

    Nunca se deve abandonar a prática da higiene para evitar possíveis problemas de saúde.

    Não se deve esquecer que o bom resultado dos nascimentos dependem da boa constituição física dos pais e que a qualidade dos filhos será um reflexo dos pais, pois as características são hereditárias. Por isso se a criação for para produção de carne, serão selecionados exemplares de grande porte e bom desenvolvimento, fortes e com peito largo para que transmitam essas características aos seus filhos, por outro lado se o objetivo é a produção de ovos, procura-se selecionar exemplares que tenham desenvolvido essa característica em maior grau (as fêmeas) e que sejam filhos de melhores poedeiras.

    É importante que se façam acasalamentos com aves de sangue diferente, evitando-se assim a consangüinidade entre machos e fêmeas, que fatalmente ocasionarão defeitos nas aves e diminuirão o tamanho das mesmas. Deve-se acasalar fêmeas de uma família, com machos de outra e assim sucessivamente. É importante a introdução de sangue novo, quer seja acasalando exemplares da própria criação mas de famílias diferentes, quer seja comprando aves de outros criadores idôneos.

    Após o terceiro ano de postura as fêmeas diminuem a quantidade de ovos, sendo interessante a renovação do plantel.

    Alguns criadores acreditam que os filhotes mais fortes e vigorosos, são aqueles nascidos de fêmeas de 2 anos de vida. As aves muito jovens ou muito velhas produzem exemplares de qualidade inferior.

    Os 10 primeiros ovos que a fêmea botar, após ter o macho no mesmo viveiro, devem ser descartados, pois podem não estar fertilizados. Esses ovos poderão comercializados ou utilizados na culinária, para fazer bolos, pães, biscoitos, etc.

    A melhor fase de fertilidade dos machos é aos 2 anos, contudo não se descartam casos de fertilidade em machos de 4 a 5 anos.

    Para patos destinados ao abate e para que a engorda seja eficaz eles não devem destinadas à engorda as aves cujo estado sanitário não deixe nada a desejar,pois caso contrário os resultados serão desastrosos, havendo prejuízo. As aves de engorda devem estar livre de parasitas, como por exemplo os piolhos , pois elas tornam-se inquietas, prejudicando todo o processo de engorda que deve ser feito em ambiente calmo e tranqüilo, para se ter bons resultados.

    Quando se pensar em escolher os reprodutores, é importante saber que nem todas as variedades têm as mesmas qualidades, alguns patos se diferenciam pelo seu tamanho, obviamente produzem maior qualidade de carne, porém podem crescer com mais lentidão o que nem sempre é conveniente comercialmente falando.

    Pode-se dizer , como regra geral, que os patos comuns (capiras) tem uma resistência maior, porém não alcançam preços tão bons quanto os de raça.

    Limpeza e bons cuidados são importantes para evitar as doenças nos patos, que apesar de serem bem raras, podem acontecer.

    As mais freqüentes entre as aves aquáticas são os resfriados (coriza) e as diarréias, que são curadas com antibióticos e alimentação adequada.

    Outro fator importante na criação de patos é a vacinação das aves, bem como a vermifugação duas vezes ao ano.

    Há espécies , resultados de melhoramento genético, destinados a corte.

    São aves híbridas, não se reproduzem.

    Deles até as penas se aproveitam, a criação pode ser desenvolvida em pequenas áreas e não exige grandes investimentos em instalações, alimentação e mão de obra.

    Essas aves crescem rapidamente e são de grande utilidade. Além do aproveitamento de tudo, como penas, carne, ovos, esterco, víceras, ainda se pode fazer a consorciação com outros animais, tais como coelhos e peixes, o que apresenta ótimos resultados.

    Os patos não devem ser criados em gaiolas ou pisos ripados e/ou telados, pois isso ocasionará a formação de calos, que são extremamente doloridos e causarão problemas na locomoção das aves.

    Classe: ave

    Subclasse: Neomithes

    Ordem: Anseriformes

    Família: anatidae

    Espécie: Cairina Moschata

    ESSE É O NOSSO AMIGO PATO

    Carne de pato (/100 gramas)

    Calorias: 159,0

    Proteínas Gr.s: 21,40

    Gorduras grs: 8,20

    Cálcio grs; 0,010

    Fósforo grs: 0,240

    Ferro mg 1,71

    Ovos de pata

    São brancos, tem forma alongada, seu peso médio é de 80 gramas e medem em torno de 6,6 cm de comprimento por 4,8 cm de largura.

    Ovos

    OVOS

    TEMPO DE INCUBAÇÃO

    Cisnes de 36 a 40 dias (dependendo da variedade)
    Codornas de 17 a 23 dias (dependendo da variedade)
    Faisões de 22 a 27 dias (dependendo da variedade)
    Galinhas D angola 28 dias
    Gansos de 28 dias a 30 dias
    Marrecos de 28 dias a 30 dias
    Carolina e Mandarin 35 dias
    Patos de 28 dias a 30 dias
    Pavões 28 dias
    Perus 28 dias
    Perdiz (em média) 25 dias
    Pombos (em média) 17 dias

     

    97% dos elementos nutritivos dos ovos são aproveitados pelo organismo.